Pedro Paixão
Monday, November 21, 2005
"(...) o sentido das coisas não está nas coisas mas em ti. Só tu podes dar um sentido ao que acontece, e podes mesmo mudar o sentido que já lhe deste, se bem que nem sempre o consigas facilmente. Não desistas facilmente, mesmo na maior aflição, quando não consegues encontrar sentido algum, aguarda, as coisas não param de piorar e melhorar ao mesmo tempo."
Pedro Paixão
Pedro Paixão
"Quando quis tirar a máscara,
estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado."
A de Campos
estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado."
A de Campos
Thursday, September 22, 2005
Joyful Girl
I do it for the joy it brings
because i'm a joyful girl
because the world owes me nothing
and we owe each other the world
i do it because it's the least i can do
i do it because i learn it from you
i do it because i want to
because i want to
everthing i do is judged
and they mostly get it wrong
but ohh well
'cuz the bathroom mirror has no budged
and the women who lives there can tell
the truth from the stuff that they say
and she looks me in me eye
and says would you prefer the easy way?
no, weel o.k. then
don't cry
and i wonder if everything i do
i do instead
of something i want to do more
the question fills my head
i know that there's no grand plan here
this is just the way it goes
and when everything else seams unclear
i guest at least i know
I do it for the joy it brings!....
Ani DiFranco
because i'm a joyful girl
because the world owes me nothing
and we owe each other the world
i do it because it's the least i can do
i do it because i learn it from you
i do it because i want to
because i want to
everthing i do is judged
and they mostly get it wrong
but ohh well
'cuz the bathroom mirror has no budged
and the women who lives there can tell
the truth from the stuff that they say
and she looks me in me eye
and says would you prefer the easy way?
no, weel o.k. then
don't cry
and i wonder if everything i do
i do instead
of something i want to do more
the question fills my head
i know that there's no grand plan here
this is just the way it goes
and when everything else seams unclear
i guest at least i know
I do it for the joy it brings!....
Ani DiFranco
Sunday, September 04, 2005
Página marcada pela loucura do Drum.
Alegria em estado puro a correr pelas minhas veias e a transpirar pelos meus poros.
O Drum N Bass pára o ritmo da minha pulsação cardíaca.
O teu olhar marca a pulsação do meu desejo.
E o desejo consume-se, finalmente, entre quatro paredes incendiadas de droga e sexo.
O teu cheiro confunde-se com o meu, ao fecharmos os olhos ao sol da tarde.
Alegria em estado puro a correr pelas minhas veias e a transpirar pelos meus poros.
O Drum N Bass pára o ritmo da minha pulsação cardíaca.
O teu olhar marca a pulsação do meu desejo.
E o desejo consume-se, finalmente, entre quatro paredes incendiadas de droga e sexo.
O teu cheiro confunde-se com o meu, ao fecharmos os olhos ao sol da tarde.
Mais uma vez volto à indefinição...
Já é um estado de alma que faz parte de mim...
É uma das consequências de querer sempre tudo!
De amar o sol e de adorar a lua. De querer o melhor dos dois mundos...
Sinto-me por vezes a fraquejar...o meu corpo dá sinais de cansaço e eu reprimo-os...
Já é um estado de alma que faz parte de mim...
É uma das consequências de querer sempre tudo!
De amar o sol e de adorar a lua. De querer o melhor dos dois mundos...
Sinto-me por vezes a fraquejar...o meu corpo dá sinais de cansaço e eu reprimo-os...
Coração preso,
apertado,
finalmente domado
pela doçura dos teus beijos
pelo suave toque das tuas mãos
pela tua língua que me percorre
pela tua boca que me morde
e, sobretudo,
pelo teu abraço adocicado
dado nos primeiros laivos do dia.
apertado,
finalmente domado
pela doçura dos teus beijos
pelo suave toque das tuas mãos
pela tua língua que me percorre
pela tua boca que me morde
e, sobretudo,
pelo teu abraço adocicado
dado nos primeiros laivos do dia.
"A cidade e a noite são o meu coração do medo.
E não há recanto, não há beco nem vagabundo que eu não conheça.
Arrasto-me em redor daquele coração, de café em café, de droga em droga, de sexo em sexo, de alucinação...e nada me sacia.
E nada me salvará.
Sozinha, estou sozinha, irremediavelmente sozinha."
in Lunário
E não há recanto, não há beco nem vagabundo que eu não conheça.
Arrasto-me em redor daquele coração, de café em café, de droga em droga, de sexo em sexo, de alucinação...e nada me sacia.
E nada me salvará.
Sozinha, estou sozinha, irremediavelmente sozinha."
in Lunário
Tuesday, July 19, 2005
"E a noite, aquela que desce sinuosa pelas esquinas da cidade e devora os corpos que esperam quem os compre. A noite, a imensa noite que esconde e disfarça a violência das paixões. E a paixão, afinal, não é mais do que o pouco daquilo que ousaste esquecer..."
Alberto
Alberto
"Regressa, peço-te, mesmo antes de partires. Regressa à voracidade do desejo, e à incendiada paixão dos nocturnos tigres."
Alberto
Sofrer por antecipação... Duvidar da alegria presente por saber que se vai perder... Necessidade de guardar tudo ao ínfimo pormenor, para mais tarde conseguirmos reconstituir mentalmente a felicidade extrema vivida. Sei que vais partir. Isso é certo. Quero poder consumir-te ao máximo enquanto te tenho, para mais tarde conseguir enfrentar a noite sozinha.
Alberto
Sofrer por antecipação... Duvidar da alegria presente por saber que se vai perder... Necessidade de guardar tudo ao ínfimo pormenor, para mais tarde conseguirmos reconstituir mentalmente a felicidade extrema vivida. Sei que vais partir. Isso é certo. Quero poder consumir-te ao máximo enquanto te tenho, para mais tarde conseguir enfrentar a noite sozinha.
"E nada daquilo lhe parecia ser o amor, porque o amor necessita de um rosto, exige um nome. A nudez, pelo contrário, não precisa de nada. Serve para dar e receber, esquece-se rapidamente na velocidade do dia que se levanta. E quase não dói."
Alberto, O Lunário
Alberto, O Lunário
"Disse-lhe que nada receasse, nem o gorgolejar das canalizações, nem o pingar obsessivo das torneiras avariadas, porque isso era o relógio que matava o tempo daquilo que desejámos e nunca tivemos."
Alberto, O Lunário
Sim, os pequenos medos só servem para marcar o compasso dos nossos verdadeiros fantasmas e das grandes desilusões. Servem só para recordar que fomos humanos, fracos, que perdemos, que não ganhamos sempre...
Alberto, O Lunário
Sim, os pequenos medos só servem para marcar o compasso dos nossos verdadeiros fantasmas e das grandes desilusões. Servem só para recordar que fomos humanos, fracos, que perdemos, que não ganhamos sempre...
Tuesday, July 12, 2005
Tenho vergonha de ser tão romântica, tão lamechas...
Tenho vergonha quando as lágrimas me correm cara abaixo quando ouço uma música especial.
Tenho vergonha quando sei que penso mais em ti do que devia.
Tenho vergonha de parecer sensível.
Tenho vergonha de admitir que não controlo tudo!
Tenho vergonha em admitir que te amo...
Talvez tenha medo de falhar...
Tenho vergonha quando as lágrimas me correm cara abaixo quando ouço uma música especial.
Tenho vergonha quando sei que penso mais em ti do que devia.
Tenho vergonha de parecer sensível.
Tenho vergonha de admitir que não controlo tudo!
Tenho vergonha em admitir que te amo...
Talvez tenha medo de falhar...
Estranha cidade que me foste conquistando aos poucos.
Anseio pela tua liberdade,
ilha da liberdade,
anseio pelo micro-clima da camaradagem que ofereces.
Anseio o amor que me trouxeste!
Anseio pela tua liberdade,
ilha da liberdade,
anseio pelo micro-clima da camaradagem que ofereces.
Anseio o amor que me trouxeste!
Deixa-me mergulhar na onda que é o teu beijo.
Deixa-me dormir no teu colo que é o mar.
Deixa-me sentir o amor!
Suave, lento, como o mar que beija a areia cada vez que se desenrola numa onda...e que pouco a pouco vai inundando, tomando conta, do areal que é o meu coração.
Tu és o mar, forte, poderoso, por vezes calmo.
Eu sou a areia, volátil, instável, que se vai rendendo a ti cada vez que me beijas, cada vez que me aconchegas...Sempre pouco a pouco, e sempre desejando a próxima onda.
Deixa-me dormir no teu colo que é o mar.
Deixa-me sentir o amor!
Suave, lento, como o mar que beija a areia cada vez que se desenrola numa onda...e que pouco a pouco vai inundando, tomando conta, do areal que é o meu coração.
Tu és o mar, forte, poderoso, por vezes calmo.
Eu sou a areia, volátil, instável, que se vai rendendo a ti cada vez que me beijas, cada vez que me aconchegas...Sempre pouco a pouco, e sempre desejando a próxima onda.
O dia amanhece claro, tranquilo, na penthouse do 48.
O silêncio reforça ainda mais o vazio da tua ausência, e esse vazio torna-se pesado.
Preciso vaguear, apanhar ar, nesta cidade que não é minha,
porque tu não fazes parte dela....
O silêncio reforça ainda mais o vazio da tua ausência, e esse vazio torna-se pesado.
Preciso vaguear, apanhar ar, nesta cidade que não é minha,
porque tu não fazes parte dela....
Dor permanente que carrego ao meu pescoço em forma de pedra negra.
Recordações de um herói perdido, ferido, impotente.
Promessas de tempos melhores que virão...
Amo-te sem saber porquê
Preciso de ti sem querer...
E tivemo-nos sem poder.
Só o desejo de sermos
um só!
Recordações de um herói perdido, ferido, impotente.
Promessas de tempos melhores que virão...
Amo-te sem saber porquê
Preciso de ti sem querer...
E tivemo-nos sem poder.
Só o desejo de sermos
um só!
Acorda!
Abre a persiana e vê o sol que brilha lá fora.
Ontem, o que choveu, foram os céus a verterem as lágrimas da nossa separação.
Mas hoje é um dia diferente!
Limpa as lágrimas que te teimam em cair pelo rosto abaixo.
Respira o ar que te fortalece
e segue em frente.
A quem eu quero enganar...
O frio, o frio continua cá.
Tornou-se mais gelado e apodera-se do meu corpo sem resistência,
gelando as minhas lágrimas...
Abre a persiana e vê o sol que brilha lá fora.
Ontem, o que choveu, foram os céus a verterem as lágrimas da nossa separação.
Mas hoje é um dia diferente!
Limpa as lágrimas que te teimam em cair pelo rosto abaixo.
Respira o ar que te fortalece
e segue em frente.
A quem eu quero enganar...
O frio, o frio continua cá.
Tornou-se mais gelado e apodera-se do meu corpo sem resistência,
gelando as minhas lágrimas...
Cada dia que passa enloqueço mais.
Destabilizo.
Quero-o, quero-o mais.
Tenho-o, mas ainda o queria mais!
Não aguento respirar o ar que me rodeia;
ele torna-se pesado quando não estás ao meu lado.
Beija-me como se fosse o último dia.
Beija-me.
Diz-lhes quem somos!
Somos um outro mundo...
Matas-me de loucura a cada pedaço de desejo
que molhas na minha boca.
O teu cheiro...oxigénio perfumado,
essencial para me manter viva.
Fiquei sem ninguém agora.
Estou por minha conta própria.
E endoideço a cada segundo que passo sem ti.
E endoideço ainda mais quando estou contigo.
Beija-me para sempre...
Destabilizo.
Quero-o, quero-o mais.
Tenho-o, mas ainda o queria mais!
Não aguento respirar o ar que me rodeia;
ele torna-se pesado quando não estás ao meu lado.
Beija-me como se fosse o último dia.
Beija-me.
Diz-lhes quem somos!
Somos um outro mundo...
Matas-me de loucura a cada pedaço de desejo
que molhas na minha boca.
O teu cheiro...oxigénio perfumado,
essencial para me manter viva.
Fiquei sem ninguém agora.
Estou por minha conta própria.
E endoideço a cada segundo que passo sem ti.
E endoideço ainda mais quando estou contigo.
Beija-me para sempre...
Não fazer nada e ter o tudo para fazer.
Querer deambular sem ter de produzir,
querer sentir as horas pelas veias.
"Sou um homem nocturno e a luz do dia
aumenta o conhecimento da minha escassa eternidade"
Alberto
Querer deambular sem ter de produzir,
querer sentir as horas pelas veias.
"Sou um homem nocturno e a luz do dia
aumenta o conhecimento da minha escassa eternidade"
Alberto
Quero-te ainda mais agora que estás longe.
Sinto uma carícia por todo o meu corpo sempre que me vem à memória
a docura dos teus beijos...
Sinto uma carícia por todo o meu corpo sempre que me vem à memória
a docura dos teus beijos...
Sunday, July 10, 2005
Bem me quer!....Mal me quer.....
"Perco-me se me encontro, duvido se acho, não tenho se obtive. Como se passasse, durmo, mas estou desperto. Como se dormisse, acordo, e não me pertenço.
A vida, afinal, é, em si mesma, uma grande insónia, e há um estremunhamento lúcido entre tudo o que pensamos e fazemos..."
B.S.
A vida, afinal, é, em si mesma, uma grande insónia, e há um estremunhamento lúcido entre tudo o que pensamos e fazemos..."
B.S.
Thursday, May 26, 2005
Fénix
Renasce outra vez
Fénix negra da noite
e liberta o teu brilho de luar
nos corações cinzentos de pedra.
Renasce das cinzas
alimenta-te do fogo que te devora
torna-te familiar com a dor
e volta à vida
com a força da última labareda.
Fénix negra da noite
e liberta o teu brilho de luar
nos corações cinzentos de pedra.
Renasce das cinzas
alimenta-te do fogo que te devora
torna-te familiar com a dor
e volta à vida
com a força da última labareda.
Sorve o meu sal com a ponta da tua língua.
Toca-me com os teus lábios para eu te inflamar.
Percorre-me, inteiramente,
completamente,
e eu dou-te as estrelas.
Toca-me com os teus lábios para eu te inflamar.
Percorre-me, inteiramente,
completamente,
e eu dou-te as estrelas.
Hino para uma puta
Liberta-me penetrando-me
e adormece-me beijando-me.
Teus liquidos viajam no meu sangue
levando-me ao órgão do amor.
Coração ensanguentado,
testículos esvasiados
sono profundo,
até ao próximo cigarro do trabalho,
nesta vida prostituta.
e adormece-me beijando-me.
Teus liquidos viajam no meu sangue
levando-me ao órgão do amor.
Coração ensanguentado,
testículos esvasiados
sono profundo,
até ao próximo cigarro do trabalho,
nesta vida prostituta.
Me, Myself...
Intimamente sou uma gota.
Gota, plim, plim,
caindo uma a uma
nas poças da vida,
qual ácido corroendo
as algemas da fera adormecida.
Gota, plim, plim,
caindo uma a uma
nas poças da vida,
qual ácido corroendo
as algemas da fera adormecida.
Sal
Mar quente,
dissidente,
a radiar,
a oscular
como quem penetra
nas minhas entranhas,
salgando-as, perpetuando-as
eternamente.
dissidente,
a radiar,
a oscular
como quem penetra
nas minhas entranhas,
salgando-as, perpetuando-as
eternamente.
Pendular
Passo a ponte, rumo à minha outra vida. Para trás ficam as inocências e a docura do ar à minha volta.
Volto para a noite.
O comboio anda rápido...como se me quisesse arrancar do meu canto com todas as forças e me quisesse largar, a todo o custo, na realidade fria e cinzenta.
Volto para a noite.
O comboio anda rápido...como se me quisesse arrancar do meu canto com todas as forças e me quisesse largar, a todo o custo, na realidade fria e cinzenta.
Álcool
"Cada um tem o seu álcool.
Tenho bastante álcool em existir.
Bêbado de me sentir, vagueio e ando certo."
B.S.
Tenho bastante álcool em existir.
Bêbado de me sentir, vagueio e ando certo."
B.S.
O mar enrola na areia....
Vais desaparecendo aos bocados de dentro de mim, à medida que o tempo passa. Não gosto. Parece que se esvai em mim, quais grãos de areia a escorrerem da minha mão, e eu impotente, sem poder fazer nada para mudar a situação.
Talvez será melhor assim... Será mesmo?
O tempo cura tudo, mas neste caso não quero ser curada, quero manter a ferida aberta, quero poder sentir, nem que seja pelo menos dor!
Talvez será melhor assim... Será mesmo?
O tempo cura tudo, mas neste caso não quero ser curada, quero manter a ferida aberta, quero poder sentir, nem que seja pelo menos dor!
L'amour...
"Nunca amamos ninguém. Amamos, tão somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma é a nós mesmos - que amamos. Isto é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por um intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa.
As relações entre uma alma e outra, através de coisas tão incertas e divergentes como as palavras comuns. Dizem os dois "amo-te" ou pensam-no e sentem-no por troca, e cada um quer dizer uma ideia diferente, uma vida diferente, até, porventura, uma cor ou um aroma diferente, na soma abstracta de impressão que constitui a actividade da alma."
B.S.
As relações entre uma alma e outra, através de coisas tão incertas e divergentes como as palavras comuns. Dizem os dois "amo-te" ou pensam-no e sentem-no por troca, e cada um quer dizer uma ideia diferente, uma vida diferente, até, porventura, uma cor ou um aroma diferente, na soma abstracta de impressão que constitui a actividade da alma."
B.S.
